sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Aos meu olhos
Se fizeres algo, fazes de coração
Sem esperar troco, troca ou reciprocidade
Cada lente é particular, capta o que quer (puder)
Imagens e percepções distintas...
Não se pode exigir percepções
Não se pode querer percepções
Não se pode esperar o mesmo olhar
O olho é mágico!
O alheio é outro, outro mundo, outro planeta

Não exijo audiência, mas os que me percebem ("lêem") sempre serão bem vistos, bem vindos!

Gra Neves

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sinto. Clarice, sinto!

Sinto.
Sinto tanto, que às vezes tamanho sentir não cabe em mim,
Fica tudo tão apertado, o sentir toma conta, se agiganta e não deixa espaço.
Adultos muitas vezes não sabem o que fazer,
As cobranças internas são tantas...
Que até a criança se perde
E mesmo no playground se sente só. 

Gra Neves


"Não entendo, apenas sinto. Tenho medo de um dia entender e deixar de sentir."
                                                                                                                                                  C. Lispector

“Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

C. Lispector


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Part - ida


Estou indo 
Longe vou 
Deixo a minha Part - ida 
Todo resto partiu comigo 
Partida 

Sem delongas, nem despedida 
Sempre deixamos tanto 
Um pouco sempre fica 
Às vezes muito e sempre fica 
De tudo fica sempre um pouco (Sempre fica)

Apesar de idas e vindas 
Saga de vida partida 
Segue vida rumo ao novo 
No antigo part – ida 

Se de tudo fica um pouco 
E do muito se faz partida 
Sigo inteira rumo ao novo 
Deixo aqui a part - ida 



Gra Neves

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tenho dito...


“Você me pede um conselho e atrevidamente eu dou o grande conselho: Seja você mesmo, porque ou somos nós ou não somos coisa nenhuma. E para ser si mesmo é preciso um trabalho de mouro e uma vigilância incessante na defesa, porque tudo conspira para que sejamos meros números, carneiros de variados rebanhos - os rebanhos políticos, religiosos ou estéticos. Há no mundo o ódio à exceção - e ser si mesmo é ser exceção”. 
Nietzsche