quarta-feira, 31 de agosto de 2011


"Que-brando"!

Nunca estamos satisfeitos sempre queremos mais, achamos que “ter” e “ter mais” é o que resolve, como se fosse uma “chave mestra” para nossos problemas, novamente percebemos que o “ter mais” é pouco e corremos atrás de coisas, de pessoas, desafios, algo que nos preencha, nos dê respostas, nos satisfaça (buscamos sempre fora). Nossa idéia de satisfação vai muito além do que de fato precisaríamos para viver. O “ter mais” e o “querer mais” é fuga, fugimos para não nos encontrarmos, para não nos encararmos. 

Hoje busco uma vida leve, quero a liberdade, a felicidade e muitas vezes me questiono se estou no caminho certo?! E como num “estalo”...Vi que estava fazendo tudo errado... A essência não muda. Nossa essência não muda, o que muda são nossas escolhas, atitudes, caminhos, às vezes estamos no caminho errado, na contramão da felicidade, ai percebemos que temos que mudar a rota, a atitude, o pensamento. Algumas coisas começam a fazer algum sentido, tantas outras incomodam, outras tantas nos cobram... Temos papéis sociais. Tsc! Hipocrisia. Temos e somos o que queremos, mesmo não tendo consciência. “Abrir mão”, satisfazer-se com o necessário... É difícil. Estamos acostumados. Somos massa, aldeia global (blá, blá, blá...). Fomos treinados a “ter”, a “ser”, a “querer”, fomos alienados e criados nos moldes da cultura da aparência e da equivalência. Temos medo da crítica, justificamos muito, fazemos muito pouco, estamos preocupados com o “olhar” e “pensar” do outro... Ninguém sai nu na rua (pelo menos em bom (?) estado psíquico). Só os loucos e as crianças são livres. Fomos condicionados a crer, a fé vira muleta, moeda de indenização, troca-se culpa por genuflexões e pedidos de perdão... E no meio de tantos “achados” e “achismos” nos perdemos achando que a nossa felicidade está no outro, está em coisas, posições ou à venda em pequenas porções rotuladas. 

Por que será então que tendo, sendo e até estando com quem “julgamos” amar continuamos eternos insatisfeitos? Felicidade é interior! Não está fora, tampouco no outro, mas agir e pensar o contrário é mais fácil. “Ajustamo-nos”. É fácil. É fácil responsabilizar os outros, transferir parcelas de culpa ou delegar (“delargar”) o poder do nosso bem estar e felicidade a outras pessoas, continuamos insatisfeitos, porém menos culpados (responsabilidade solidária) e mais cheio de vazio. Temos até o dom do perdão (risos...), mas quem afinal de contas nós somos? Quem pensamos ser? Está tudo errado (passei o dia todo pensando nisso...), e logo tudo vira convenção, todos seguem, poucos questionam, nos colocamos como vítimas do nosso próprio sistema e também sofremos por convenção. É mais fácil. Culpamos a todos! Novamente não resolve. Ora! Meros produtos do meio, já dizia Rousseau. A única coisa que sei é que, já que estou “aqui” tenho que ser feliz e estar bem comigo mesma e isso é responsabilidade minha.  

Lembro do compromisso que tenho assumido comigo: liberdade – leveza – felicidade. Hoje sei do que quero e do que não quero, antes parecia não saber, estava caminhando em rota contrária, contradizia-me.

Mudei a rota. Respeito e entendo os meus momentos, mas não me acomodo, não me julgo (tanta gente já faz isso). Se incomoda é porque a “casa” pede reforma e sempre estaremos doloridos, inquietos e insatisfeitos todas as vezes que transferirmos e delegarmos a responsabilidade da nossa felicidade para outros ou se estivermos na contramão desta. 

Hoje Sigo leve, sem expectativas, sem paralisias, meu tempo faço, minha felicidade busco. Incansável! 

Gra Neves 

Em 06/04/2009 02:22

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